Jorge Madona, representante da Argentina na Convenção Internacional Rio 2025, é colecionador desde os anos 1990 e atual presidente do Instituto Federal de Investigadores Numismáticos da República Argentina. Com atuação destacada em pesquisa histórica e liderança institucional, participou das quatro edições anteriores da convenção. A Rio 2025 consolida o crescimento do evento e antecede Buenos Aires 2027, que já está em fase de organização.
Na série de apresentações dos vice-presidentes nacionais da 5ª Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas – Rio 2025, organizada pela Sociedade Numismática Brasileira, foi apresentado Jorge Madona, representante argentino e uma das lideranças mais ativas da numismática institucional latino-americana.
Colecionador desde a década de 1990, Jorge iniciou sua trajetória como acumulador, prática comum entre iniciantes, até se aproximar do Centro Filatélico y Numismático de San Francisco, na Argentina. Ali passou a estruturar sua coleção com critérios técnicos, aprendendo a classificar, organizar e definir recortes temáticos — etapa essencial na transição do amadorismo para a prática colecionista consciente.
Sua atuação rapidamente ultrapassou o campo pessoal e alcançou o ambiente institucional. Presidiu o centro numismático de sua cidade em diversos períodos e, em 2015, foi eleito presidente da Federação Argentina de Entidades Numismáticas, cargo que ocupou por dois mandatos. Atualmente, preside o Instituto Federal de Investigadores Numismáticos da República Argentina (IFINRA), consolidando seu perfil como pesquisador e articulador acadêmico.
No campo da pesquisa histórica, realizou investigações em arquivos na Argentina, em Potosí e no Archivo General de Indias, em Sevilha. A partir desses levantamentos documentais, apresentou trabalhos inéditos nas convenções internacionais realizadas em Potosí e Arequipa, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre circulação monetária colonial e documentação histórica.
Nos últimos anos, direcionou parte de seus estudos para os bilhetes argentinos contemporâneos. Em parceria com o pesquisador Leo Batilana, desenvolve um catálogo sistemático das emissões dos últimos 33 anos. O material é atualizado anualmente e disponibilizado gratuitamente aos colecionadores, tornando-se referência prática para o acompanhamento das séries modernas.
Jorge participou das quatro edições anteriores das Convenções Internacionais de Historiadores e Numismatas — Potosí, Arequipa, Cartagena e Santo Domingo — acompanhando o crescimento progressivo do evento. Para ele, a Rio 2025 representa um marco histórico, reunindo mais de 30 países e consolidando-se como o maior encontro numismático latino-americano já realizado.
Além do conteúdo acadêmico — conferências, lançamentos de livros e apresentações de pesquisas — destaca o valor da camaradagem e do intercâmbio entre colecionadores. As convenções, segundo ele, são “a festa maior da numismática latino-americana”, espaço de reencontro, construção de amizades e fortalecimento institucional.
Sua participação na Rio 2025 tem ainda um caráter estratégico: Buenos Aires foi escolhida como sede da edição de 2027. Assim, o evento no Brasil funcionará como preparação e vitrine para o próximo grande encontro continental, cujas primeiras informações serão apresentadas durante a convenção no Rio de Janeiro.
A presença de Jorge Madona simboliza a integração entre pesquisa, institucionalidade e planejamento de longo prazo na numismática latino-americana, reforçando a continuidade e expansão do projeto internacional iniciado em 2016.
Nilton Romani