Álvaro Rodríguez foi apresentado como vice-presidente por Canadá na 5ª Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas – Rio 2025, organizada pela Sociedade Numismática Brasileira. Natural da Costa Rica e residente no Canadá, iniciou-se na numismática em 1975 e desenvolveu trajetória internacional com atuação em El Salvador, República Dominicana e Canadá. Membro ativo da Edmonton Numismatic Society e da Royal Canadian Numismatic Association, colaborou com associações no Paraguai e Costa Rica. Destaca a importância das convenções para o intercâmbio acadêmico, a construção de amizades internacionais e a transmissão de conhecimento às novas gerações.
A Sociedade Numismática Brasileira segue apresentando os vice-presidentes internacionais da 5ª Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas – Rio 2025, que acontecerá de 2 a 6 de setembro de 2025, no Hotel Marriott, em Copacabana, Rio de Janeiro.
Nesta edição, o entrevistado foi Álvaro Rodríguez, nomeado vice-presidente representante do Canadá. A entrevista foi conduzida por Osvaldo Rodríguez, membro da comissão organizadora.
Álvaro é originário da Costa Rica e iniciou sua trajetória na numismática por volta de 1975, ainda jovem, ao organizar uma pequena caixa de moedas pertencente a seu pai. O interesse inicial evoluiu de forma espontânea, passando da simples acumulação de moedas estrangeiras à busca por compreensão histórica e técnica das emissões monetárias.
Sem acesso à internet na época, sua formação foi autodidata e baseada em contatos pessoais. Com o avanço das tecnologias digitais, aprofundou suas pesquisas e passou a direcionar seu interesse para contextos históricos específicos.
Por motivos profissionais, residiu em El Salvador e na República Dominicana, onde trabalhou em ambientes bancários. Nessas experiências, teve contato com bancos centrais, museus numismáticos e emissões históricas, incluindo estudos sobre a antiga República Centro-Americana.
Posteriormente, estabeleceu-se no Canadá, onde integrou-se rapidamente à comunidade numismática local. Tornou-se membro ativo da Edmonton Numismatic Society, ocupando cargos na diretoria e atuando como representante da entidade em eventos fora da província. Também ingressou na Royal Canadian Numismatic Association, ampliando sua atuação no cenário nacional canadense.
Sua trajetória internacional o aproximou de diversas associações latino-americanas. Colaborou com a consolidação da Associação Numismática de Colecionistas do Paraguai (CONUPA) e apoiou iniciativas na Costa Rica. Recebeu títulos honorários de entidades no Paraguai e na Guatemala, reconhecimento pelo apoio institucional e pela promoção do intercâmbio acadêmico.
Álvaro destacou que o maior legado das convenções internacionais não está apenas nas palestras, mas na criação de redes de amizade e cooperação científica entre colecionadores, pesquisadores e historiadores de diversos países. Ele ressaltou que eventos realizados em Arequipa, Cartagena e República Dominicana fortaleceram significativamente o intercâmbio de conhecimento.
Para a Rio 2025, enfatizou três pilares fundamentais:
Compartilhamento de conhecimento entre gerações
Fortalecimento de laços internacionais
Incentivo à formação de novos numismatas
Concluiu defendendo que o conhecimento numismático só tem valor quando é transmitido às novas gerações, seja por meio de palestras, publicações ou mentoria direta.
Nilton Romani