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Rio2025 - Presentación de Vice Presidentes - Republica Dominicana



Miguel Estrella, representante da República Dominicana na Rio 2025, iniciou-se na numismática ainda na infância e construiu uma trajetória sólida como pesquisador, autor e gestor institucional. Atuou no Banco Central dominicano, participou do desenvolvimento de moedas e publicou obras fundamentais sobre a numismática nacional.

Com ampla experiência internacional e participação ativa em convenções, acredita que a Rio 2025 será um marco histórico, fortalecendo a integração entre historiadores e numismatas de todo o mundo.

 





Artigo – Miguel Estrella: uma vida dedicada à numismática dominicana e à integração internacional rumo à Rio 2025

Na série de apresentações dos vice-presidentes da 5ª Convenção Internacional de Historiadores e Numismatas – Rio 2025, promovida pela Sociedade Numismática Brasileira, foi destaque a trajetória de Miguel Estrella, representante da República Dominicana e uma das figuras mais respeitadas da numismática caribenha.

A convenção acontecerá de 2 a 6 de setembro de 2025, no Rio de Janeiro, reunindo pesquisadores, colecionadores, autores e instituições de diversos países.

Início precoce e vocação histórica

Miguel Estrella iniciou-se no colecionismo ainda na infância, na cidade de Santiago de los Caballeros. Sua primeira moeda marcante foi uma peça das Antilhas Holandesas, de 5 centavos de 1963, de formato quadrado — detalhe que despertou seu fascínio ainda aos 12 anos.

Desde os tempos escolares, já direcionava seus trabalhos acadêmicos para temas ligados à história e à numismática. Em 1974, conheceu Isaac Rudman, com quem iniciou pesquisas sobre o papel-moeda dominicano. Essa parceria resultaria, 28 anos depois, na publicação da obra em dois volumes dedicada ao tema.

Atuação institucional no Banco Central

Em 1977, ingressou no Banco Central da República Dominicana, participando da criação de um museu voltado à numismática e filatelia. Posteriormente, assumiu a direção do museu e participou ativamente do desenvolvimento de moedas e cédulas emitidas entre 1982 e 1995.

Entre as emissões marcantes em que esteve envolvido destacam-se:

  • Moedas alusivas ao Ano Internacional da Criança (1982), apoiadas pela UNICEF;

  • Cinco séries comemorativas do Quinto Centenário do Descobrimento e Evangelização da América (1988–1992);

  • Diversas emissões comemorativas e de circulação legal.

Também representou o Estado dominicano no inventário de quase 9 mil moedas resgatadas do naufrágio do galeão espanhol Nuestra Señora de la Concepción, composto majoritariamente por moedas coloniais latino-americanas.

Produção bibliográfica e pesquisa especializada

Miguel Estrella publicou importantes obras sobre a numismática dominicana, entre elas:

  • Monedas Dominicanas (1980), abrangendo os períodos colonial e republicano;

  • Escudo Nacional de la República Dominicana (2013);

  • Estudos sobre a presença de Felipe II na numismática dominicana (2021).

Atualmente trabalha na segunda edição de sua obra clássica.

Além disso, participou de projetos internacionais, inclusive com a Royal Canadian Mint, representando-a em Cuba, República Dominicana e países da América Central, coordenando emissões para diferentes nações.

Participação em convenções internacionais

Desde 1978, é participante frequente das convenções da American Numismatic Association, além de encontros centro-americanos e das convenções internacionais de historiadores e numismatas.

Esteve presente em Cartagena 2021 e teve papel relevante na organização da convenção realizada em Santo Domingo em 2023. Considera esses encontros fundamentais para a ampliação do conhecimento técnico, intercâmbio cultural e fortalecimento das relações entre colecionadores.

Expectativas para a Rio 2025

Miguel Estrella acredita que a convenção no Rio de Janeiro superará todas as anteriores em número de participantes e qualidade acadêmica. Destaca o papel integrador desses encontros, que unem pesquisa, comércio, história e amizade.

Para ele, a Rio 2025 consolidará o protagonismo da América Latina no cenário numismático internacional, promovendo intercâmbio entre pesquisadores experientes e novas gerações.


 



Fonte:

Autor do blog: Nilton Romani

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