CRUZEIRO (3ª FASE)
1990 — 1993
O Cruzeiro retornou com o Plano Collor, lançado em 16 de março de 1990, no primeiro dia do governo Fernando Collor. O plano promoveu o bloqueio de cerca de 80% dos ativos financeiros do país por até 18 meses, configurando o mais radical e traumático congelamento da história econômica brasileira.
CONTEXTO HISTÓRICO
Em março de 1990, o Brasil vivia um cenário de hiperinflação, com índices que chegavam a cerca de 84% ao mês.
A ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, determinou o bloqueio de aplicações financeiras acima de NCz$ 50.000 (convertidos posteriormente em cruzeiros). A medida retirou liquidez da economia, reduziu drasticamente o consumo e provocou uma forte recessão. Inicialmente, houve queda da inflação, mas sem sustentação no médio prazo.
Em 1992, o presidente Fernando Collor sofreu impeachment, no primeiro processo desse tipo na história do Brasil.
POLÍTICA ECONÔMICA
O Plano Collor I não conseguiu resolver os desequilíbrios fiscais estruturais, o que comprometeu sua eficácia.
Em 1991, o Plano Collor II tentou uma nova estratégia de estabilização, mas também fracassou.
Com a posse de Itamar Franco, iniciou-se a reorganização da política econômica. A equipe liderada por Fernando Henrique Cardoso passou a estruturar as bases do que viria a ser o Plano Real, incorporando aprendizados das tentativas anteriores.
FATOS-CHAVE
Nilton Romani